Mr. Roubini é professor na Stern School of Business da UNY e desempenha funções de presidente do grupo de consultadoria RGE Monitor, é conhecido mundialmente por ter sido um dos primeiros a prever a chegada da actual crise financeira que assola o mundo desde 2008.
Que novidades nos trouxe tão estimado académico?
Roubini alerta para a lentidão na saída da crise financeira pela parte do consumo privado, o aumento exponencial do desemprego acompanhado pela redução das horas de trabalho em algumas unidades de produção e respectivamente dos salários.
Mr. Roubini teve também umas palavrinhas para a nossa pequena economia dizendo ser de fulcral importância a redução da administração pública, actuando pelo lado da despesa, para acompanhar o ritmo da Europa, “é a única solução que vocês têm”.
As palavras de Mr. Roubini quanto à crise financeira internacional são mais um alerta para tão aclamados hossanas que vamos assistindo pelo fim de tão hedionda hecatombe.
Os minutos dedicados à nossa economia são apenas mais um sublinhar do que tantos homens da economia portugueses têm avisado. Será que é difícil entender que no período áureo da economia mundo (1996-1999), em que todas as reformas eram possíveis, ninguém percebeu que os nossos concorrentes directos no mercado europeu encolhiam os seus estados, reformando-os, tornando-os mais expeditos nas decisões e potenciadores da sociedade, acarretando-lhe uma grande parte das funções que as administrações tinham mantido na sua tutela por “controleirismo” serôdio?
Por um acaso os artigos “Monstro I” e “Monstro II” escritos pelo actual Presidente da República à altura, denunciando a criação de uma administração pública pesada, caótica e obsoleta, eram um mero exercício académico?
Hoje Portugal, infelizmente, prova amargamente o fel do exagero cometido e prepara-se para cometer mais um “harakiri” caindo na asneira da teima insidiosa dos actuais responsáveis pela administração portuguesa de avançar com um leque, nada oportuno, de obras públicas faraónicas.
Já falaram contra vários economistas e em vários idiomas, ou é da construção frásica, ou são néscios os decisores de hoje por não conseguirem alcançar o teor dos avisos.







